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08/02/2019

Imóvel para Comprar: A melhor opção é à vista ou financiado?

Algumas decisões na vida não são nada fáceis. E invariavelmente aquelas que envolvem investimento financeiro preocupam ainda mais.

Algumas decisões na vida não são nada fáceis. E invariavelmente aquelas que envolvem investimento financeiro preocupam ainda mais. A hora da escolha de um apartamento pode gerar alguns questionamentos, sobretudo se você tem dúvidas sobre o que é mais vantajoso: comprar ou financiar um imóvel?

Um dos momentos que mais preocupa alguns pais é quando os filhos decidem sair de casa para morar sozinhos em uma cidade grande, seja para estudar ou para começar carreira profissional. Nessa hora, você que é pai ou mãe pensa: qual a melhor opção para comprar imóvel?

 

Se por um lado comprar a vista é melhor no sentido de evitar dívidas e juros, ter todo o dinheiro necessário para a compra do imóvel dos sonhos é privilégio de poucos.

 

Comprar imóvel: É importante calcular o financiamento


Afinal de contas, você não pode correr o risco de ficar sem reservas ou de investir grandes quantias, principalmente quando não sobra para isso.

No momento em que você vai comprar um imóvel na planta, geralmente é necessário dar uma entrada de aproximadamente 10% do valor.

Mais 20% do total deve ser pago, em parcelas direto para a incorporadora, até a entrega do empreendimento.

Na hora de receber as chaves, o comprador deve quitar o saldo com capital próprio ou conseguir um financiamento bancário, que normalmente dura décadas.

O valor da prestação do financiamento da compra de um apartamento não deve exceder os 30% da renda dos participantes.

Por isso, para que as parcelas não acabem pensando demasiado no seu bolso é importante calcular o financiamento.

Depois de um período de recessão, que derrubou a concessão de crédito imobiliário por três anos consecutivos, o setor começou a reagir.

A redução da taxa básica de juros se refletiu em um financiamento mais barato. O que pode significar parcelas mais baixas e que podem aliviar o bolso de quem está procurando um imóvel para comprar.

Segundo George Sales, coordenador da graduação em Ciências Contábeis da Faculdade Fipecafi, em entrevista ao portal de notícias G1, aponta que hoje o juro básico brasileiro é de 6,75% ao ano, o menor da história. Mas a maioria dos economistas espera que a taxa encerre 2019 em 8% ao ano.

Como usar suas aplicações para a compra do imóvel?


Se você tem dinheiro em poupança ou aplicações em ativos e passivos, considere resgatar valores.

No entanto, avalie qual será a perda de retiradas antecipadas. Muitos investimentos acabam penalizando quem retira quantias parciais ou totais.

Compare o valor do juros do financiamento e o percentual a ser descontado no resgate dos seus investimentos. Essa conta pode revelar que o momento certo para fazer uma retirada chegou antes do previsto.

Quando o assunto é investimento, o brasileiro é bastante conservador. Mas a redução da taxa de juros básicos (Selic), anunciada no mês passado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduz mais os ganhos da renda fixa e aumenta a pressão sobre os investidores para que diversifiquem suas carteiras.

O jornal O Globo aponta que o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, ao novo piso histórico de 6,75%.

Isso quer dizer que talvez seja uma boa ideia pegar uma parcela do dinheiro que tem aplicado e investir num imóvel. Se as taxas de juro sobre as aplicações estão bem mais baixas, então o retorno desses investimentos são menores.

Nesse sentido, se você comprar um imóvel e decidir não fazer um financiamento para pagar e usar esse dinheiro à vista talvez você não esteja perdendo dinheiro.

 

Restrições pós-crise


Outro fator que deve chamar sua atenção é o fato de os bancos estarem mais restritivos na concessão de crédito imobiliário.

Obter financiamento ficou ainda mais difícil para famílias que apresentem um alto nível de endividamento ou inadimplência.

Os bancos estão mais preocupados com o risco que correm de não terem lucro em suas operações.

Além disso, hoje você tem melhores condições de conseguir negociar com a incorporadora por um pagamento à vista e deixar de lado, por exemplo, uma dívida de médio ou longo prazo.

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